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Blue Angel!


Blue Angel (no sentido horário, a partir do canto superior esquerdo): Lee Brovitz, Arthur Neilson, John Turi, Cyndi Lauper e Johnny Morelli

“Se você vai fazer algo novo”, diz Cyndi Lauper, vocalista do Blue Angel, “volte ao começo e crie a partir da base”. E foi exatamente isso que Lauper e o restante dessa banda de Nova York fizeram: John Turi, no saxofone e teclados; Arthur “Rockin’ A” Neilson, na guitarra; Johnny “Bullet” Morelli, na bateria; e Lee Brovitz, no baixo.


O resultado é uma mistura vibrante do rock and roll do final dos anos 1950 e início dos anos 1960 com a atitude irreverente dos anos 1980. Destacado pelo soprano marcante de Lauper, o som lembra Ronnie Spector, com uma pitada de Blondie e Lene Lovich.

“Não chamamos isso de New Wave”, declara Neilson, que tem a aparência de um anúncio de Vitalis, “porque pegamos a energia básica do rock and roll e tentamos recuperar sons antigos, em vez das coisas novas e modernas.”

Blue Angel, o álbum homônimo do grupo lançado pela Polydor, foi produzido pelo veterano dos estúdios dos anos 1960 Roy Hale. O disco mistura músicas de rock com baladas em uma combinação interessante que remete a Brenda Lee e Duane Eddy, mas ainda assim soa atual.

Embora o single lançado recentemente pelo álbum seja “I Had a Love”, a faixa que está recebendo mais execução nas rádios é “Maybe He’ll Know”, uma música animada com uma melodia envolvente que destaca o impressionante alcance vocal de Lauper.

“Eu sou pequena”, brinca ela, “então tenho que cantar a partir dos meus dedos dos pés.”

Lauper e Turi, fundadores e compositores da banda, se conheceram em 1978.

“Nós escrevemos uma música na primeira vez que ficamos juntos”, conta Turi.


Depois de comporem mais algumas músicas, eles decidiram formar uma banda e, no início de 1980, se juntaram a Neilson, Morelli, que anteriormente havia tocado com o Tuff Darts, e Brovitz.

O fato de o grupo se chamar Blue Angel é importante para Lauper:

“Quando você é uma garota e tem uma voz potente, existem todos esses caras idiotas que chegam até você e dizem: ‘Vamos montar uma banda em torno de você! Você vai ser a estrela!’ Eu e John sempre quisemos uma banda.”

Logo, o grupo passou a tocar na cena de clubes de Nova York e a abrir shows para artistas tão diferentes entre si quanto Steve Forbert, Joe Jackson e The Ramones.

Nos shows, Lauper demonstra todo o seu talento vocal, enquanto exibe pouco daquela atitude sedutora e performática, de provocar o público a ficar de pé ou de joelhos, tão característica de muitas vocalistas femininas.

Embora sua dança frenética e suas poses provocantes mostrem que ela sabe se divertir e exagerar no palco tanto quanto qualquer outra artista, Lauper evita adotar uma personalidade cênica fixa. Em vez disso, prefere seguir seus próprios impulsos:

“Você está buscando uma emoção básica, visceral, então faz aquilo que vem de dentro.”

Christopher Connelly

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